
Fala, meus consagrados! Tudo beleza com vocês?
Minha trajetória como concurseiro começou ainda na adolescência.
Naquela época, eu estudava para Oficial da Marinha e para a EsPCEx. Eu ainda era muito novo, mas já carregava comigo um desejo enorme de mudar de vida por meio do estudo. Eu não tinha todas as respostas, não sabia exatamente onde chegaria, mas já entendia uma coisa: o estudo seria o caminho.
Em 2003, fiz o concurso para Técnico Judiciário – Administrativo do TRE/CE. Nem era um cargo da minha área de TI, mas eu queria estabilidade, queria construir uma base e queria continuar minha formação em Fortaleza/CE. Era uma fase de tentativa, de descoberta, de correr atrás do que parecia possível naquele momento.
Em 2004, veio um passo decisivo: fiz o concurso do MPU Nacional para Técnico de Programação. Foi a minha primeira grande conquista. Em 2005, fui tomar posse em Belém/PA. Até hoje, quando olho para trás, lembro do que aquilo significou para mim. Não era apenas uma aprovação. Era a prova de que todo o esforço, toda a renúncia e toda a incerteza estavam começando a fazer sentido.
Mas a caminhada nunca foi linear.
No mesmo período, fiz concursos como TRT/PI e TCE/PE, e não consegui. Depois vieram muitos outros: BACEN, TRT/MA, TRE/MA, TRE/PA, TRT/GO, TRE/PI, SERPRO, STJ, STF e tantos mais que chega a ser difícil lembrar de todos. Foram anos de provas, expectativas, classificações, reprovações, viagens, cansaço, esperança e recomeços.
Tive momentos em que cheguei perto.
Em 2006, fui classificado em 13º lugar para Analista Judiciário do TRT/MA, mas não fui nomeado.
Em 2008, fiquei em 18º lugar no TRT/GO, e chamaram 13.
Quem é concurseiro de verdade sabe o peso disso. Sabe o que é estudar tanto, fazer uma grande prova, ver o nome bem colocado… e ainda assim não conseguir entrar. Sabe o que é voltar para casa com o coração apertado e, mesmo assim, precisar continuar.
Em 2008, tomei uma decisão importante: pedi remoção do MPF no Pará para a PGR, em Brasília. Eu sabia que estar em Brasília poderia ampliar minhas oportunidades e aumentar minhas chances em concursos da área de TI. Foi uma decisão estratégica, mas também foi uma aposta de vida.
Cheguei em Brasília em 2009 e continuei fazendo provas. Muitas provas.
Segui tentando em tribunais, agências regulatórias, órgãos federais. Continuei insistindo, mesmo quando o resultado não vinha da forma que eu queria.
Algumas frustrações me marcaram profundamente.
Fiz as provas para Auditor do TCU em 2007, 2009, 2010, 2015 e 2026. Não consegui classificação.
Fiz novamente a prova para Analista do BACEN, em 2011, e não consegui.
Fiz STM, Senado e outros concursos muito desejados, e também não consegui.
Teve momentos em que doeu. Teve momentos em que eu me questionei. Teve momentos em que parecia que eu estava sempre batendo na trave.
Mas também houve conquistas que foram mostrando que o caminho estava sendo construído.
Em 2012, fui classificado no TSE. No mesmo ano, fiquei em 4º lugar para 7 vagas no TST. Também fiz a prova da CGU, fui muito bem na objetiva, mas fiquei fora por causa da discursiva.
Essa, talvez, tenha sido uma das lições mais duras e mais valiosas da minha vida de concurseiro:
não basta saber conteúdo; é preciso estar pronto para todas as fases da prova.
E então chegou 2013.
Veio a prova da STN. Passei para a segunda fase, que foi uma prova discursiva extremamente pesada: uma redação de 90 linhas e mais 3 questões discursivas de 20 linhas cada. Foram 150 linhas. Exigência máxima. Pressão máxima.
Eu passei. E fui nomeado.
Hoje, estou na Secretaria do Tesouro Nacional.
Quando olho para tudo isso, vejo muito mais do que uma sequência de concursos. Eu vejo uma história de insistência. De amadurecimento. De quedas silenciosas que quase ninguém viu. De classificações que não viraram posse. De derrotas que machucaram. E de vitórias que vieram depois de muita luta.
A verdade é que eu não cheguei até aqui porque deu tudo certo. Eu cheguei até aqui porque, mesmo quando deu errado, eu continuei.
Minha trajetória como concurseiro não é a história de alguém que passou fácil. É a história de alguém que sonhou, caiu, levantou, insistiu e seguiu em frente até conquistar o seu lugar.
E talvez essa seja a mensagem mais importante que eu posso deixar para quem está estudando hoje:
Você não precisa vencer de primeira para vencer de verdade.
Às vezes, a aprovação vem depois de muitas tentativas, muitas dores e muitos ajustes.
Mas ela pode vir — desde que você não desista no meio do caminho.
Se eu pudesse resumir tudo em uma frase, seria esta:
A minha aprovação não nasceu de um único concurso; ela foi construída em anos de persistência.
É isso aí, galera.
[]’s e até a próxima.
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Professor Rogerão Araújo
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